No umbral das possibilidades, faltou uma palavra que subvertesse tudo: carinho.
No umbral das possibilidades, faltou uma palavra que subvertesse tudo: carinho.
Na casinha abandonada
O silêncio era tão grande
Que só havia poeira
E janelas fechadas
Na casinha abandonada
Tinha um disco abandonado
E o barulho da chuva
Tinha também um pouco de vinho
Espalhado no chão
O chão era roxo
E não tinha portão
Na casinha abandonada
Não havia nada além de uma casinha
Simples, porém, sozinha no meio do nada
Além de uma vontade de sair correndo
Em direção ao mar
Onde as estrelas se encontram na maré alta da paixão
Se você soubesse
Fugiria comigo pra casinha abandonada
Pra junto da
solidão.
Nesse mundo o amor não é real. É coisa de cinema.
Prometo encontrar-te assim que puder. Na fumaça de um cigarro, num copo de bebida, numa música qualquer.
Sinto a tua presença como nunca. Eu como o nunca em fatias, engulo o sempre por inteiro.
Ainda procuro agulha no palheiro. Talvez o erro esteja nisso: procurar o mínimo dentro do máximo.
Viver é o mínimo que eu posso fazer por ela, por você, por mim.
O amor existe, o que não existe são as pessoas. Tudo careta, ilusões de ótica num caleidoscópio herege.
Eu cuspo na minha cara todos os dias, porque eu sou nojento, cético, maquiavélico e irresponsável.
Eu sou um quebra - cabeça em cacos de vidro que fere as regras do jogo.
Fujo dessa merda toda.
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